Perspectivas do mercado móvel em 2011

“Nvidia planeja lançamento do primeiro chip quad-core para equipamentos móveis em 2011″

Com uma notícia como essas (vide post) fica fácil apostar que o mercado móvel, de forma similar a 2010, mas em ritmo mais acelerado, dominará as novidades no setor de tecnologia em 2011.

A invasão de tablets de primeira geração em 2010 e com os dispositivos de segunda geração chegando este ano todos os demais desenvolvimentos, por mais interessantes do ponto de vista técnico, parecem que serão relegados a um segundo plano.   Este ano deve ser lançado a nova versão do Mac OS (10.7) e a nova versão do Windows (no momento ainda chamado de Windows 8).

A pergunta é quem liga para isso?

A mídia, especializada ou não, só tem atenção para as novas versões do Android voltada para tablets ou não (2.3 ou 3.0), lançamentos como o tablet da RIM (O Playbook), Dell (Streak) e Motorola (Xoom).  Não podemos esquecer também os rumores que rondam o iPad2, que supostamente será anunciado nas próximas semanas.

Todas essas notícias, aliadas ao uso da computação em nuvem, só reforçam as previsões de que em algum momento no futuro nossos tablets e/ou celulares substituirão, em grande parte, os dispositivos tradicionais como desktops e notebooks para as atividades do dia-a-dia.

Eu mesmo adquiri um iPad e confesso que substitui o notebook para as atividades como consultas eventuais a emails ou para se colocar em dia com os sites e news feeds de um modo geral.  Ele passou a ser um aliado para, inclusive nos momentos de lazer, para realizar uma consulta de algum item interessante que ví na televisão.

Outra notícia interessante do mercado foi o anúncio, por parte da Nokia, que passará a utilizar o sistema operacional móvel da microsoft para dar vida a sua linha de celulares, aparentemente eliminado o Symbian e Linux que eram usados em toda a linha, desde os modelos mais simples até seus smartphones.

Para quem quiser maiores informações sobre os lançamentos da Nvidia leia o post e veja que, se concretizadas as previsões, teremos celulares e tablets com uma performance até 100 vezes maior do que a encontrada em 2010 até 2014!

No próximo post comentarei sobre a reação do mercado e análises sobre o acordo Nokisoft (Nokia + Microsoft).

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Tablets : mais um segmento no mercado de computação

Hoje é quase lugar-comum ler algo sobre o mercado de e-readers ou mesmo de tablets, em especial o iPad.   Semanalmente é possível encontrar um anúncio sobre um produto que está ou estará no mercado em breve.

Recentemente um evento mostrou mais de uma dúzia de iPad-killers rodando alguma versão do Android.  Se é possível resumir a lista vejo hoje os principais players:

  1. Microsoft Slate (hardware da HP e Windows 7).
  2. A própria HP com o WebOS (comprado da Palm)
  3. Samsung com o Galaxy (Android 3.0?)
  4. RIM com o  Playbook
  5. iPad da Apple

A confusão está formada.   De um lado mais uma vez a Apple sai na frente* ao ter lançado por primeiro o seu produto, aproveitando a experiência que teve com o iPhone e atacando os pontos que provavelmente fizeram das primeiras gerações de tablets um fracasso comercial : preço, peso, autonomia e interface imprópria.

Na sequência desse lançamento todas as empresas acordaram para esse “mercado” e correram para lançar (ou pelo menos anunciar) seus produtos e como eles são melhores que seu concorrente.

Na prática ainda nenhum dos maiores players lançou seu produto comercialmente e, como de esperado, a Apple não está parada.   Resta saber se algum desses produtos conseguirá ser lançado até o final do ano a tempo do natal.

Caso contrário é possível que todos fiquem no aguardo do iPad 2.0 ano que vem antes de tomarem a decisão de compra.

Para os desenvolvedores e se abre mais um mercado com características próprias e seus desafios.

Com sorte do ponto de vista de desenvolvimento ficaremos com as mesmas opções que o mercado móvel: iOS (Objective-C), PalmOS, RIM OS (C) e Android (Java).

Por enquanto optei por investir em um iPad.  Só o tempo dirá se foi uma boa ou má decisão.

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HipHop : novidades sobre o compilador PHP

Há pouco mais de 6 meses atrás a equipe do facebook lançou uma notícia que balançou a comunidade de desenvolvimento, sobretudo de PHP.  Ele haviam desenvolvido um produto, chamado de HipHop que tria reduzido em 50% o consumo de recursos, CPU entre eles.

O HipHop não é um compilador e sim uma ferramenta que transforma o código PHP em código C++.  Com isso você pode gerar, usand o GCC, versões compiladas nativamente e executá-las em seu servidor web.

É possível ter assim ganhos com redução de consumo de memória e de CPU já que é removida uma etapa de de parsing na qual o código PHP é validado e interpretado.

Apesar de ambicioso o HipHop ainda apresenta algumas limitações quanto a que funções/extensões do PHP podem ser compiladas.

Em um post recent houve anúncio de que foi possível conseguir mais ganhos de performance e que a comunidade começa a participar com patches e suporte a novas plataformas.

Por enquanto apenas o Linux em versão 64 bits (com suas respectivas bibliotecas em verões específicas) é suportado oficialmente.  Entretanto versões para o FreeBSD e Mac OSX começam a aparecer.

Saiba mais em http://www.facebook.com/note.php?note_id=416880943919

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Zend Framework 2.0 (o que esperar)

Olá,

Recentemente foi liberada a primeira versão do Zend Framework 2.0.   Apesar de ser uma versão ainda em desenvolvimento e com muitas mudanças à vista já é possível ter um gostinho do que está por vir.

Neste post irei resumir o que se sabe publicamente sobre o projeto até o momento.

Segundo o lead developer (Matthew Weier O’Phinney) os objetivos básicos são:

  • Facilitar o aprendizado (reduzindo a learning curve)
  • Tornar a extensão do framework simples (trivially simple segundo o mesmo)
  • Melhorar a performance do framework
  • Simplificar a manutenção do framework
  • Ser um exemplar de uso do PHP 5.3
  • Prover mecanismos para permitir que apenas as partes necessárias por uma aplicação possam ser usadas

No blog do Sr. O’Phinney foi possível perceber que em vez de buscar prover novas funcionalidades, foi escolhido o caminho de se melhorar, com a quebra de compatibilidade reversa com o ZF 1.0, alguns componentes que perderam o “rumo” ao longo desses 3 anos.   Além de permitir incorporar  as funcionalidades que o PHP 5.3 trouxe (como namespaces e closures) e melhorar a velocidade do framework não espere nada “revolucionário”.

Um ponto, dentre vários, ainda obscuro para mim será o relacionamento com o Doctrine.  Para quem não conheçe, Doctrine é um ORM (Object Relational Mapping) muito bom e que está, assim como o Zend, em desenvolvimento para a sua versão 2.0.     Na lista de desenvolvimento do Zend há alguns meses foi indicado que o componente Zend_Db, apesar de bom, não poderia oferecer as mesmas funcionalidades sem acabar por duplicar esforços.  Na ocasião chegamos a ver um proposal para um Zend_Entity que acabou encerrado quando foi visto o que iria representar.

Agora para a versão nova o que irá acontecer com o Zend_Db, mas não creio que ele irá sumir.  Talvez receba apenas as mudanças sintáticas que o PHP 5.3 oferece e continue com a mesma funcionalidade.  O que está certo, tanto quanto possível, é que a integração entre o Doctrine e a Zend Framework irá acontecer.    É possível que vejamos o Zend_Tool com opção para geração de entidades baseadas no YAML.

Recomendo a todos que usam esse framweork, ou estão pensando em mudar, que acompanhem o desenvolvimento do Zend que promete ser, no mínimo, interessante.

Para obter a versão atual use o git
git clone git://git.zendframework.com/zf.git

Para ver o anúncio original acesse http://weierophinney.net/matthew/archives/241-State-of-Zend-Framework-2.0.html

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E-readers/E-books – estamos prontos para eles? (aka Kindle vs Nook)

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Há muito tempo a maior reclamação de quem lia algo maior que uma página em formato digital era a comparação (desfavorável) com a mídia impressa.

Ler algo em formato digital sempre esteve associado ao computador, o que significa restringir os locais/horas que você pode fazer isso.  No passado leitores digitais (quer seja sob a forma dos PDAs) resolviam o problema da mobilidade mas traziam consigo outros fatores que limitavam, na prática a sua adoção:

  • Preço
  • Duração da bateria
  • Peso
  • Facilidade de leitura
  • Disponibilidade de títulos

Preço

Como toda tecnologia emergente a falta de escala e a própria natureza, muitas vezes recém saída da fase experimental, faziam com que o custo dos leitores digitais (e-readers) fossem acima dos US$500 (mais próximos de US$1000) o que limitava o uso desse aparelho ao entusiastas mais abonados.

Duração da bateria

Nada mais frustrante que ter um dispositivo como um e-reader e se encontrar tendo que ficar com ele ligado na tomada (que nunca está próxima) a cada 4h de uso.  Os primeiros modelos utilizavam tecnologias de LCD que, mesmo com os avanços, duram pouco.

Assim o e-readers das primeiras gerações eram rapidamente deixados de lado pela falta de autonomia de vôo que apresentavam no dia a dia.

Peso

Quase que como uma consequência das tecnologias utilizadas no display o uso de baterias de alta capacidade eram usadas para dar uma autonomia maior.  Isso trouxe um peso que fazia o e-readers mais incômodos do que transportar as versões impressas dos livros.

Facilidade de leitura

Quando você compara um livro impresso com um lido em um e-reader das primeiras gerações a primeira coisa que você notava é que a leitura não era tão fácil depois de alguns minutos.   Fatores como reflexo e ângulo de leitura eram facilmente detectados.

Disponibilidade de títulos

Esse, em minha avaliação, foi o principal limitante.  Mesmo que você conseguisse esquecer os demais fatores citados anteriormente você esbarrava em um ponto.   O que irei ler no meu e-reader?

Aqueles que trabalham na área técnica tem resposta fácil para esta pois no começo você colocava documentos, principalmente em PDF, que eram disponibilizados ou gerados sob a formas de manuais de referência.  Entretanto quando se afasta desse conteúdo quase ninguém lançava títulos nesse formato.

O usuário ou apelava para versões pirateadas em PDF dos livros ou não tinha nada o que fazer.

A evolução

Há pouco mais de 1 ano o mercado (que mercado?) de livros digitais foi sacudido.  Muito parecido, mas em menor proporção, com o que se viu quando do lançamento do iPhone, a Amazon lançou um e-reader chamado Kindle que prometia resolver todos os problemas citados: era razoavelmente barato, leve, tinha uma duração da bateria excelente e tinha o que ler!  Somado a isso o mecanismo de “entrega” dos livros via rede de dados de celular (3G) prometeu tempos de entrega imediatos.

Nada mais de ficar esperando pelo livro chegar no correio, nada mais de ficar tendo que ligar o leitor na tomada a cada x horas.

A evolução da tecnologia, dentre elas o e-ink e o barateamento do armazenamento em estado sólido, ajuda a entender como foi possível mudar o quadro mas o fato desse e-reader estar vinculado a um grande distribuidor de títulos resolveu o grande problema que era a falta de títulos disponíveis.

Agora em sua segunda versão e contando com uma cobertura quase global (inclusive no Brasil) é possível notar como o Kindle está ganhando momentum.  Eu tive a oportunidade de usar o Kindle2 e posso dizer que todos os meus receios foram resolvidos.

A agilidade com que pude adquirir um livro e em poucos minutos ter o mesmo disponível é imbatível.  A leveza do aparelho, a nitidez da tela e as funcionalidades como fazer anotações, consultar a wikipedia complementam a idéia de que o produto, mesmo em sua segunda geração já atingiu um grau de maturidade que permite ser usado não só por quem é fã de tecnologia.

Mas antes que possam me acusar de receber comissão da Amazon é preciso ressaltar alguns pontos negativos na solução adotada.

O primeiro ponto é que apesar de todos os avanços o reader ainda é preto e branco.  Nada de mais para quem só lês romances ou livros técnicos mas deixa a desejar quando comparamos com jornais (mesmo impressos) ou revistas com suas fotos e livros com ilustrações.

A disponibilidade de títulos em português.  Hoje apenas o jornal “O Globo” possui uma versão para o Kindle.    Os demais títulos, dentre eles revistas e livros apenas em inglês.   Ou seja, nada de achar que irá poder comprar o próximo título do Paulo Coelho no Kindle (apesar de isso não ser extatamente um problema).

Esses pontos podem diminuir o interesse inicial mas a meu ver são temporários.  Em breve a tecnologia o e-ink irá evoluir para permitir cores com a mesma característica.  As editoras nacionais irão lançar seus títulos para a plataforma e outros jornais, revistas e livros serão disponibilizados.

O ponto que pode influenciar o crescimento e o sucesso do Kindle está no modelo como ele se relaciona com o Cliente e a concorrência.  No Kindle quando compro um livro não posso emprestá-lo (sem entregar o aparelho) ou mesmo revendê-lo quando não mais tiver interesse.

E é apostando em se diferenciar que a Barnes & Noble lançou o Nook.  Essencialmente um clone do Kindle que chegará ao mercado com mais de um milhão de títulos disponíveis, uma flexibilidade maior na operação com livros – será possível emprestar seu livro digital e a capacidade, via um slot SD, de expandir o espaço para até 17000 livros (contra 1500 do Kindle2 e 3000 do Kinde DX).

Num primeiro momento o modelo da B&N parece mais atrativo para o consumidor.  Resta saber como a dinâmica do mercado irá atuar para definir se teremos um vencedor ou a continuidade da operação dos dois players.

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Controle de acesso – Tokens, single sign on

No arsenal de tecnologias para uso do controle de acesso vimos que a biometria provê um grau de segurança a mais quando relacionada a autenticação de dois ou três fatores.  Além da biometria outras formas como senhas de um único uso (one-time password) e tokens podem ser usadas.

One-time password

One-time password é uma senha que só é valida para uma sessão de logon.  Ela é considerada dinâmica pois muda em intervalos regulares ou segundo algum evento.  A senha dinâmica provê o mais alto nível de segurança para esse tipo de controle de acesso.

Os tokens e o protocolo S/key são exemplos de implementações de one-time password.

Tokens

Tokens são dispositivos de controle de acesso tais como smart cards, cartões magnéticos que armazenam senhas estáticas (ou certificados digitais) ou geram senhas dinâmicas.

Os tipos de tokens são :

a) Tokens de senhas estáticas

Armazenam senhas estáticas ou certificados digitais

b) Tokens de senhas dinâmicas síncronas

Geram continuamente senhas dinâmicas em intervalos de tempo regulares (ex. a cada 60 segundos) ou decorrentes de um evento (pressionar de um botão).  Tipicamente a senha gerada só é válida durante uma janela de tempo e para um logon.

c) Tokens de senhas dinâmicas assíncronas

Geram as senhas ao calcular a resposta correta para um desafio gerado aleatoriamente pelo sistema.   O sistema ao qual você deseja ter acesso irá gerar um desafio e você deve informar o mesmo no dispositivo e ele irá gerar uma resposta que deve ser usada para efetuar o logon.

Single sign-on (SSO)

Com o advento do crescimento do número de sistemas e dado o ambiente heterogêneo encontrado nas empresas, o usuário médio é apresentado a um grande número de contas, uma para cada sistema.

Isso como já vimos tem duas desvantagens:

  • Usuários com várias contas tendem a escolher senhas mais frágeis
  • Multiplas contas afetam a produtividade já que são várias contas para serem criadas, mantidas, resetadas etc.

Para auxiliar nesse sentido sistemas que ofereçam SSO auxiliam no processo.  Dentre os sistemas de SSO mais conhecidos estão:

  1. Kerberos
  2. SESAME
  3. KryptoKnight

Metodologias de implantação de controle de acesso

As metodologias de controle de acesso são normalmente classificadas como centralizadas ou descentralizadas.

  • Centralizadas

LDAP – Provê serviços para autenticação de usuários e recursos.

RAS (Remote Access Service) – Utilizam protocolo PPP para encapsular pacotes IP.

RADIUS (Remote Authentication Dial-in User Service) – Utiliza UDP para enviar usuário e senha para o servidor realizar autenticação

TACACS (Terminal Access Controller Access Control System) – Provê o AAA (Authorization, Authentication e Accountability)

  • Descentralizados

Nos sistemas descentralizados a localização das informações do usuário estão espalhadas em localizações diferentes e mantidas por administradores distintos.

No próximo post encerraremos esta introdução ao controle de acesso ao discutirmos sobre os métodos de ataque e controles de acesso de dados.

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